
E no programa do Jô o assunto era broxar. Depois disso assisti "amor a três" ou algo do tipo, um filme deploravelmente deplorável, não recomendo. Dormi tarde. Essa minha insônia vai acabar me matando. Acordei com a boca totalmente imobilizada. Gripe. Tenho que usar aquelas malditas pastilhas que dizem ter gosto de menta (e não tem) pra adormecer a garganta. Fiz como todas as manhas normais. Escovei os dentes. Liguei o computador. Tomei nescau escrevendo no blog. A manha de sexta parecia mais uma manha de quarta, ou talvez segunda. Qualquer dia da semana, menos uma sexta-feira. O céu estava sem sol. O clima era agradável. Achei calmo demais. Não havia muito que se fazer. Tirei fotos. Observei meu quarto. Troquei meu livro de lugar três vezes. Deixei-o no mesmo lugar. Nada parecia fazer muito sentido hoje, fato. E então o meu pai liga dizendo que minha conta do enem não quer abrir. Não dei muita importancia mas fui ver qual o problema. "Sua senha não confere com o seu email, tente mais tarde. Obrigado" Eu me revoltei. Tentei reativar a droga da senha e não consegui. Odeio tentar e falhar. Meu pai liga pela segunda vez perguntando se consegui. E evidente não consegui. Ele da um risinho sarcástico que se eu pudesse teria atravessado o telefone e dado um soco bem no meio da carinha linda dele. Voltei pro computador. Fechei blog, msn, orkut, google e afins. Tentei mil vezes. E só me stressava quando aquela mensagem aparecia. Minha mãe não entende e se mete. 1,2,3,4,5,6... AAARG cala a boca ! É, mandei a minha mãe calar a boca. Eu não aguentava mais ela e aquela ladainha dela que eu sou stressada. Cai no choro. Sensível demais. Xiguei o enem de tudo que era nome como se resolvesse algo. Ligaram pra mim e quase que eu desligo de tanta raiva. Me controlei porque era a minha prima, só por isso. Depois joguei o celular no chão. Fui correndo e pulei na cama do meu irmão. Peguei uma almofada e soquei ate cansar. Gritei muito. Estava sozinha em casa. Não aguentava mais ficar olhando pra o computador. Não suportava ficar presa em casa. Tomei banho escutando The Temptations numa altura relativamente alta. Me mandei pra casa da prima. Contei de um até dez repetidas vezes antes de vê-la. Cantarolei uma música estupida do Amado Batista. Enfim nos vimos. Rimos do meu ataque neurótico e conversamos sobre os meninos quentes. Enem não vinha mais em minha cabeça e estava fora de cogitação eu tentar explicar pros meus pais que eu que errei, eu que confundi a droga do email. Então deixei tudo de mão. Horas depois voltei pra triste realidade. Cheguei em casa na hora exata em que a minha mãe ligou. Brigou comigo por que eu sai sem dizer pra onde. Me consolou em seguida. Mãe é mãe, não é ? E quando se trata da minha então.. Tudo está na santa paz. Espero que continue assim. Chorar agora é inútil. É melhor guardar a aguinha salgada para fins menos idiotas.
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