terça-feira, 7 de dezembro de 2010

natal..

É o natal está chegando, mas essa época pra mim, nunca foi uma das melhores. Todo aquele meiguismo, sinismo e tudo o mais. O que faz aproximar a familia, e eu detesto isso. É tudo tão lindo, a árvore decorada, a ceia posta, os primos, cachorros e afins todos reunidos. Mas, no fim é só farsa. As pessoas passam o ano inteiro em pé de guerra e por conta de um dia parecem sumir todos os problemas e termina tudo com um forte abraço. Ouve-se os sinos e as canções ao longe. Escuta-se tambem que no natal é uma época de dar e receber. No meu caso é só receber, e acreditem não são as boas novas como a grande maioria espera. Esse, sinceramente foi um ano conturbado. E as consequencias estão aparecendo agora, justo agora. É típico disso acontecer comigo, não assusta mais. O tempo está passando, e muita coisa está ficando pra traz. O comovismo das pessoas está desaparecendo, olha só para mim. Talvez o propósito do natal seja mesmo o de união. Tem que acontecer algo do tipo ao menos uma vez no ano. Mas deixem de lado toda essa história, aproveitem o que devem aproveitar. E sentem-se à mesa para a tal ceia, não sejam tão hipócritas e desfrutem desse 'terno' momento em familia. Aparentemente, eles são únicos :I

sábado, 20 de novembro de 2010

3º C, hu.

Sete anos pelo mesmo trajeto. Mudaram apenas as formas, o destino era sempre o mesmo, a aplicação. Eu não via a hora disso tudo acabar e hoje sou contrária a esse pensamento, mas é normal pra mim mudar de opnião. Alguns aqui ganhei há tempos. Alguns outros são recentes. E ainda há aqueles que até certo dia eram apenas "visitas". É engraçado lembrar que eu e Melissa fomos muito amigas e o quanto eu já odiei Islanne. Agora nós iremos caminhar por destinos diferentes e não poderemos mais mudar algumas situações. Vou levar comigo tudo o que aprendi convivendo ao lado de vocês e com toda certeza terá valia mais na frente. Ao contrário de muitos eu confesso que não amadureci, não o suficiente, tenho falhas ainda, não estou totalmente apta pra o mundo. Daqui pra frente serão novos desafios, experiencias, amigos, amores e um futuro indefinido que os nossos pais sonharam mas, ao menos eu, irei desaponta-los. Ainda que eu evite chorar, despedidas abalam qualquer pessoa, porém são necessárias e da minha parte não quero vê-los aqui no ano que vem. O presente de hoje será a saudade de amanha. Faço minhas as palavras de Leonardo: "Não aprendi dizer ADEUS, não sei se vou me acostumar (...)" / C, hu!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

calma, é só uma fase.


Sou fã do eu jeito, da minha roupa, do meu sorriso. Tudo o que for meu. O John Lennon está tocando suavemente. É lindo. Eu programei que deveria ser. Meu pensamento está bem longe. Dentro de mim tudo silencia. Só me resta a música. E há tempos essa é a minha companhia. Minha vida está incompleta, estranha e experimental. Estou assustada. Definitivamente não sei quem sou. Os meus dezessete anos se seguiram assim e só agora caiu a ficha. Sem muita observação. Sem muito contraste. É como se estivesse vazia. Tudo o que aprendi secou. Não foi o suficiente. E eu nem sei mais o que é o bastante pra mim. Talvez eu não tenha mais limites. Talvez eu nem me respeite mais. É, deve ser isso. Perdi literalmente o controle do meu certo e do meu errado. Mas eu até sei me comportar como gente grande à mesa. Eu choro. Eu dou risada na cara da morte como se eu tivesse garantia. E ninguém a tem. Dizem-me que é apenas fase. Falam que devo pensar com calma. Mas um instinto, talvez um sexto sentido ou quem sabe um sétimo, já que sou tão cheia de fases, me diz pra agir e seguir. -E pra onde? Pergunto-me. Não há direção. Não há caminho. E a estrada só tem incertezas. Eu não acredito mais nelas. Não estou acreditando mais em mim. Preciso fazer algo. Qualquer coisa. Trocar a velha Stand by me, por rebolation. Inovar. Criar. Racionalizar, após tanto tempo em desuso. Me dopar. Não acordar. Parar de sonhar. Ou quem sabe sonhar mais, sonhar alto. Crer nas outras coisas. Me exorcizar. Mas relaxa, apesar da bipolaridade continuo gostando do meu jeito, da minha roupa e do meu sorriso. E já que é pra viver, não dá pra fazer isso com medo. Aprender tudo. Aprender e prender o novo. E é bom que saibam: conceitos também entram em crise. E em toda grande jornada o que importa não é o caminho, mas a própria jornada. Nesse mar de dúvidas estou tentando fazer da minha vida mais que uma rede de pesca, e você?

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

uma inepta qualquer


E eu sou do tipo que se esforça pra ganhar e se espanta por perder. Sou do tipo que anseia por um desejo íntimo. Qualquer um. E eu ainda sonho acordada. A minha vida, pelo ou menos, está além de um simples ciclo. Ela é um fluxo constante. Por agora tenho meus olhos voltados para a realidade física, a realidade que me importa. Cansei dos mesmos lugares. Procuro um nova nota de encanto em outros cantos. Outros ares. Sou volúvel. Inexata. E todo mundo tem suas imperfeições. Ao contrário do que me pintam eu sou destrutível. Uma inepta qualquer. Daquele tipo que não resiste ao toque. Que sobrepõe os detalhes. Uma, entre muitas, que tem seus planos futéis e fantasias secretas. Uma paranóica irônica. Do tipo que já se dopou de amor e depois caiu aos prantos. E sinceramente, eu não sei mais sofrer. Desaprendi a sorrir. E adimito que o meu lado frágil não me permite tais condições. Nada mais espero dos tantos. Dos outros. Dentro de mim só há lugar para um ser. Se você quiser, pode tentar ser eu. Intensifique-me e ajuste as peças soltas. E esse, esse será só o começo.

o que não passa de momentos.

Deveriam criar uma nova lei pra física humana que tudo aquilo que vai, se desfaz. As pessoas vão sem motivos. Quem foi importante ontem hoje já não é mais.. O lugar ainda é o mesmo, eles é que mudaram. Não condeno isso, eu tambem mudei. E sabe está sendo horrivel levantar todas as manhãs e ver uma parte do meu passado que eu acreditei que significaria algo, jogada ao tempo. Hoje não passa de cinzas. Não passa de papel. É só uma sequencia de frase ditas antes que não têm valor algum, não mais. Ainda que não pareça, dói. Machuca. Me cansa. e eu procuro evitar esses tormentos. Me encontro sozinha. Companhia não significa segurança, mas não confio em mim tambem. estou ausente. Quem sabe invisível. Perdida. Vagando solitária entre meus pensamentos que eu nem sei se realmente são meus.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

um dia pra as duas coisas.




Acontece que eu fui tola ao ponto de me jogar na fantasia que eu criei. Desde o começo eu tinha a minha certeza de que não deveria acreditar em você. E no fim quem me decepcionou fui eu mesma. Te ver passar entre os meus dedos escorregando e não poder segurar foi horrivel pra mim. A pior sensação. O meu pior desejo. Eu me desvalorizei. Eu te imaginei. Criei um jeito seu, só meu. E a verdade era camuflada. Acredito que nem você sabia o que queria. Não é uma coisa legal brincar com os sentimentos. Dessa vez, eu fui o brinquedo. Talvez a sua intenção não foi a de magoar. Mas só pra você saber, magoou. Mensagens. Mentiras. Ligações. Me evitou com uma facilidade sem cabimento. E ainda assim, eu te quis. Eu tentei. Desisti. Me fiz em mil pedaços. E ainda hoje junto os cacos que cairam longe. Mais uma vez disse que seria a ultima vez. O amor pra mim é caso perdido. História acabada. Não existe. E uma série de promessas na frente do meu espelho começa. Decidi que não iria falar com você. Apaguei seu número. Suas mensagens. O seu rosto. Tombei de bêbada. Solucei chorando. E meus planos ridículos pra te esquecer não deram muito certo. Uma vez ou outra me pego olhando suas fotos. É estranho. Tive tanta raiva da sua atitude infantil e penso se não teria uma segunda chance pra tudo isso. Pra nós dois. É como se eu fosse idiota o suficiente pra suspirar apaixonada e voltar a imaginar tudo. Mas pra mim já deu. Te ter e te perder. Um só dia pra as duas coisas, é demais.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

tudo o que eu preciso saber

O que eu sei é que o cheiro dele é algo inconfundível. Ele possui um charme no falar que me encanta. Quando anda parece que os pássaros vibram e o vento sopra devagar. Tudo que é móvel coopera para que ele e somente ele brilhe. Talvez eu esteja apaixonada. Pela quadragésima vez, vale lembrar. Nos vimos até agora uma só vez. Como posso estar aos delírios? A forma como me beija é doce e quase irreal. Não acompanho seu ritmo. Me afaga os cabelos e dá-me um sorriso de canto. Ele é divino! Conversamos sobre ficantes, seriados e vizinhos. Comentamos o jeito tosco que o cara com a skol fazia caminhada. Ele é incrível. Tenho certeza que ele sabe que é. O tempo passa, mas não nos importamos já que ambos não sabemos olhar a hora naqueles malditos relógios de pontinhos. Temos algumas coisas em comum. Não bebemos. Não fumamos. Não fujimos. Se bem que fujir dessa situação não seria uma má ideia. Vai ver ele não seja pra mim. Ou vice-versa. pode ser que ele não seja o cara certo, que possui o jeito certo e a frase certa. Mas eu cansei dos tantos. Dos muitos. Dos nenhum. Eu o quero. Quero só pra mim, e se possível pra sempre. Ele não tem o melhor olhar, mas tem o óculos ideal pra aquele rosto tão lindo. Soube me consquistar com a frase mais torta e sem sentido. Me abraçou como se eu fosse escapar daqui à uns minutos. Ele é um sonho. Um sonho só meu, um suspiro. Ele me cativa, e ainda nem sabe disso.

sábado, 14 de agosto de 2010

tudo o que sou hoje tem um pouco de você


E o que eu digo é tão natural. Queria ao menos uma vez transformar minhas palavras tão habituais em algo apropriadamente belo. Não consegui esse desfeche. A palavra amigo segundo meu próprio dicionário é mais que um ombro auxiliar. Mais que companhia pra festa. Não é só mais um abraço. Amigo, amigo de verdade é quem se faz presente mesmo sem estar presente na vida do outro 24 horas, todos os dias. É o sorriso espotâneo. o beijo roubado do nada. Abraço apertado, quando acaba de sentar no banquinho do colégio sozinho. É a compreensão quando se quer estar só. O olhar sincero. Silêncio agradável. Noites mal dormidas ao telefone. É a má companhia. Vai ver é a sua perdição. Ou caminho. Seus chão. A base e a fortaleza. Eu sei que sou fantástica, mas nao descobri tudo isso sozinha. Numa quarta-feira qualquer. Um sol qualquer. Num banco qualquer. Passei a perceber através dela, que as palavras se fazem inúteis quando uma tristeza imensurável te domina. O vento agitava nosso cabelo. Os olhares se desviavam. Eu queria enche-la de perguntas. Queria arrancar a confiança dela. Queria que ela me desse atenção. Eu queria tanta coisa ao mesmo tempo, que passei a não querer mais nada. Continuei a observa-la. Dias passam. Estudávamos no mesmo colégio há um ano e meio, ou quase isso. Ela chamou minha atenção desde a primeira vez em que nos topamos no onibus com a sua provável melhor amiga. Totalmente diferente de mim. E de todo o mundo que me cercava. Queria conhecê-la. Tinhamos amigas em comum. Ela me intimidava. E por incrivel que pareça nos aproximamos da mais estranha e intensa maneira. Me ajudou quando eu precisei de alguem e no entanto me encontra só. Ok, está parecendo clichê. Nada que qualquer outra amiga tenha escrito. Até acho que o que escrevo é repetitivo. Mas, qual bom escritor não repete uma vez ou outra o texto? Passei tanto tempo ao lado dela que nem sei mais como EU sou. Talvez sejamos uma só. E eu sei que ela é a minha melhor amiga. Assim, assim do jeito dela. Ou quem sabe toda essa história de palavras, melhor amiga, dicionários e colégio tenha sido apenas a forma mais simples que achei para me achar. Sou feliz por tê-la ao meu lado. / Eu amo você, LM !

quinta-feira, 29 de julho de 2010

lembra do nosso primeiro encontro?



Quarta-feira a tarde. Ele estava dez minutos atrazado. Era comum pra mim. Desta vez fui pontualíssima. Eu estava sentada no banco da praça conversando com as formigas e pensando no que dizer. Por volta das três. Ânsia de vômito. Nervosismo. Não sabia mais pra onde olhar. As formigas foram embora. Eu fiquei sozinha. Ainda no banco. Ainda na praça. E então o sol escureceu. Ele chegou e ofuscou todo o brilho. Meu cerebro me mandava comandos e eu não reagia. Simplesmente olhei no relógio. Eu e as minhas manias psicopaticas com o tempo. -É verdade, estou atrazado.- Um sorriso imenso e totalmente reluzente me impedia que eu fizesse qualquer movimento. Me deu um beijinho na testa, que meigo. Sentamos. Ou melhor, ele sentou, eu ja estava sentada. Enfim. Olhei pra todos os lugares. Observei a fusão de cores das plantas. A grama defeituosa. Os idosos fazendo caminhada. Ah, o vento fazia um som diferente tambem. Eu consegui reparar tudo, menos o seu olhar. Parecia uma eternidade. O tempo parecia andar em camera lentíssima. Segurou minha mão. E talvez nessa hora o meu coração tenha pulado pra fora da caixa torácica. Olhei dentro dos olhos dele e meus olhos brilhavam. As pessoas davam passos muito lentos. Os pássaros batiam as asas devagarzinho. O momento era nosso. Não foi preciso mil horas de diálogo pra saber que gostavamos um do outro. Me beijou. Fiquei mais nervosa ainda. Meus dedos entrelaçaram os dele. Automaticamente como por impulso estavamos grudados um no outro. E aquele abraço com beijo foi um dos melhores que já me deram. A respiração de ambos era ofegante. E todo o resto parou pra nos observar. Era lindo. Divino. Constrangedor. Sentamos novamente e falamos como deveria prosseguir aquilo entre nós. Em pensar que isso demorou seis anos pra acontecer. Lembrar que nos odiávamos quando faziamos a quinta-serie. Que tempo bom. E esse melhor ainda. Ou era melhor. Tudo acabou. E acabou muito antes de começar. Triste fim. Incrivel, minhas histórias são todas pessimistas. Mas a culpa realmente é minha. Eu tenho esse dom de afastar as pessoas. Daqui a uns dias é capaz que eu enjooe de mim mesma. Devo desculpas a ele. Aos tantos outros. E à mim. Mas na verdade, é isso. Isso e só. Bobagens minhas. Tolices. Loucura. Crueldade. Quer saber? Nomei como quiser.

terça-feira, 27 de julho de 2010

e ao fechar os olhos tudo acaba?



Poderia ser que aquele seu sorriso tão doce e congelante não fosse o que eu quisesse ver.Tudo bem. Tenho que admitir que não fui uma das melhores namoradas que já teve. Era um mês de frio. Junho. Chovia forte e você me abraçava enquanto a ventania agitava meus cabelos. Era o mês do meu aniversário. Ficamos juntos durante dois anos, dois meses, cinco dias e aproximadamente três horas e meia. Foram os melhores dias que eu podia ter vivido ao lado de uma pessoa. Nos amamos. Compartilhamos dores. Suspiramos. Sonhamos os mesmos sonhos. Acreditávamos que o amanha poderia ser diferente. Numa noite entregamo-nos e foi a melhor coisa que decidi fazer. O desejo era bem maior que nós dois. E na manha seguinte acordei deitada ao lado de um corpo totalmente imóvel e gelado. Você se foi. Meu coração por pouco aparentava parar de pulsar. Minha respiração ficara ofegante. Eu me desesperei por dentro. Por fora, uma única lágrima caiu. E na tarde, que não era tão tarde te ver naquele estado parecia surreal. Tentei me convencer que não estava morto. Foi um equivoco. Foi só mais um ataque. Um ataque como os demais. E então terra foi posta por cima de você. Eu estava ausente. Minha mente distante pensava em nós. Onde iriam parar todos os planos que fizemos? Será que é só isso, no final apenas fecha os olhos e acaba? Existe apenas dor. Meu coração estava indo junto com você. Eu podia sentir a profundidade em minha pele. Estava morrendo por dentro e ninguem poderia me salvar de mim mesma. Então corri. Corri muito mais do que as minhas pernas alcançavam. O vento forte que passava pelo meu rosto não deixava a lágrima salgada tocar a minha boca. Fiquei só. Eu e a árvore no meio do nada, onde era o nosso lugar secreto. E chorei. Mais até que um bebê quando acaba de vir ao mundo. Nascer... O que significa isso agora? Queria que tivessem me levado junto contigo. Não sou melhor que você. Não mereço mais. Não é justo. Assim, foram os meus dias. Sofrimento. Angústia. Falta. E mesmo hoje, tendo passado muitos anos desde que se foi me recordo da ultima vez em que o tive. A lágrima que agora cai é de alegria por ter conhecido alguém que eu pude chamar de meu. A chance que tive de tê-lo só pra mim. Vivo só. Eu continuo aqui. Na mesma casa. Os mesmos amigos. Meus sorrisos agora são compartilhados com Charly, meu cachorro. A minha vida passa. O tempo não para, fato. Estou viva e é trágico dizer isso sem você.

sábado, 24 de julho de 2010

uma boa história no final


O jogo de ser feliz é complicado. A vida é complicada. Eu sou complicada. Minha estupidez já me fez sofrer sem a menor necessidade. A questão é que ninguem vive sem cometer erros. Nervosismo, desespero e preocupação me absorvem numa facilidade indiscutível. É de mim. Todos os dias eu busco por inovações, soluções. Sou uma constante mudança. Eu dito as regras dentro de mim. Eu quem traço o meu destino. Eu que concordo e discordo de mim. Sou eu quem pula e grita. Estrapola e fica inquieta. Sou dona do meu eu. Eu que me derrubo e me refaço. A vida pra mim está sendo descoberta aos poucos. A vida cor de rosa que eu sonhei um dia caiu. Os contos de fadas agora são um certo tipo de refúgio pra minha melancolia. Os traços. Os toques. Os lugares. Parecem estar diferentes. Observar é tão lindo. É magnífico. Tudo bem. Sou estranha. Sou cínica. Sou humana. Eu sou quem eu devo ser. Não necessariamente nessa ordem. É uma questão de opnião, a minha. Me acho fraca. E com as minhas fraquezas eu encontro uma experiencia para recordar. Uma ferida pra curar. Uma cicatriz que possa lembrar. Uma marca profunda que jamais irá sumir. E desse modo, o modo como vivo meu coração aprende. Descobri que eu sou tão viva quanto eu pensava ser. Eu nasci. Eu vivo. Eu irei morrer um dia. Amanha, quem sabe? Lá na frente cairei no esquecimento das gerações seguintes. Sou alguem que tenta deixar a marca, mas que de certa forma ainda não foi capaz. A vida, não vale nada se você não tiver uma boa história pra contar.

terça-feira, 13 de julho de 2010

o êxtase da vida


E eu chego a pensar que as vezes é necessário mudar um pouco minha trajetória de sempre. Buscar novos caminhos. Encontrar novos lugares. É preciso mudar pra dar uma cor mais azul, amarela ou vermelha, a minha vida tão preto e branco. Tão cheia de mesmices. As vezes eu faço coisas das quais não quero, mas um "não" é difícil demais. Já deixei de fazer coisas precisas por ter medo de magoar os outros, ou quem sabe magoar a mim mesma. É incrivel a mente humana. Que necessidade é essa de querer agradar sempre? Não existe perfeição. Nunca existiu. A não ser que você esteja meio drogado, essa é uma excessão aceitável. Meu pai sabe exigir. A sociedade tambem. Eu devo ser a melhor, fazer o melhor. Não posso cometer falhas. Esquece de dizer pra continuar de cabeça erguida se por um acaso eu vir a ficar em segundo lugar. Não me ensinou a chorar. Não me ensinou a ter medo. Eu posso tudo. Não me ensinaram como a vida realmente é. E só cobranças. Mandam andar com gente de bem. Os nerds da classe. As melhores notas. E assim permaneço num mundo superficial. Com pessoas superficiais. Básicamente com a mesma visão que puseram em mim um dia. Pobres almas. Inclusive a minha. Não tenha medo, bobagem. Isso realmente não se aplica a mim. Tenho medo de ser falsa. Quem sabe, hipócrita. Medo de simular o que eu não sou, o que nunca vou ser. A coragem que eu não tenho. O choro por nada. Queria quebrar as regras. Queria poder fugir de mim e do meu mundo com a mesma facilidade que um dia fugi da escola. Talvez eu não entenda mesmo o sentindo da vida. Ou vai ver, eles é que não entendem. Acho que ainda sou uma criança, só não tão inocente. O tempo passa. Eu sou eu e minhas escolhas. E só. O resto pra mim é poeira. Verdades ainda camufladas. Medos que irão surgir.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

meu vizinho desconhecido


Ok. Essa realmente não é mais uma história daquelas em que o vizinho é um tarado. Pra falar a verdade eu nem o conhecia. Pois bem. Moro aqui na rua a mais ou menos 12 anos. Nunca tive contato com os vizinhos. Nunca me dei ao luxo de sentar na calçada da minha casa e conversar com a velhinha que mora em frente, como o tempo esta ruin, ou que o cachorrinho dela parece estar cada vez mais doente. Não tenho tempo pra isso. Alias, devo ressaltar que na minha rua 97% das pessoas são velhas. E os 3% Danny ? Fácil, sou eu e minha fámilia. "Bom dia!" Sempre falava todas as manhãs ao sair de casa. Apenas o cordial. Pareço meio intransigente, rebelde, mas minha mãe conseguiu me ensinar boas maneiras. Ao contrário deles, suponho. Nunca respondiam de volta. E eu não me incomodava com isso. Bobagem. Os dias continuam. Os "Bom dia" passam e caras fechadas tambem. Não noto quem entra quem sai. Eu sei apenas de mim. Uma amiga me avisa que um garoto quer me conhecer. O amigo do namorado dela. Estou sozinha. Porque não dar uma chance ? Conhecer, o que custa ? Até então não haviamos conversado. Nem pessoalmente, nem por msn ou qualquer coisa do tipo. Os recados eram via amiga mesmo. Ele te acha muito linda. Sempre achou. Espera. SEMPRE? Como assim? A princípio não entendi mas, tambem não dei importancia. As mensagens continuaram. Disse tambem que desde criança você já era muito atraente. Queria chegar perto mas nunca teve coragem. Fiquei revoltada no momento. O que é, eu assusto ? E de repente meus pensamentos mudaram. Eu começava a ter medo. E é de se ter medo quando as coisas não ficam bem explicadas. Nesse meio tempo descubro que ele é meu vizinho. Morou ali na mesma medida de tempo que eu. Passavamos pelos mesmos lugares. Dava os mesmos "bom dia", para as mesmas pessoas que eu. Moravamos de frente. Nunca soube. Nunca se quer notei sua presença. Talvez por estar preocupada só comigo e o meu mundo. Nos falamos uma única vez. E então ele se mudou. Esta morando em uma outra cidade. Com outros vizinhos. Quem sabe até começando a gostar da nova vizinha bonita. Vai ver ela perceba que ele exista. E por fim serão felizes. Quanto a mim continuo na minha rotina de sempre, com uma mudança apenas. Passei a observar mais os meus vizinhos.

sábado, 10 de julho de 2010

aniversario perfeito


Onze e trinta. Levanto assustada com o meu celular tocando. Derrubo ele. Corro pra escovar os dentes e enquanto faço isso o telefone toca. Meu pai atende, mas era pra mim. Amiga chamando pra sair. Tchau papai. Passei metade do que me restava da manha com ela. Tio veio me buscar, eu fui pra casa da minha vó. Brigadeiro, pirulito, bolo. Nunca passei tanto tempo perto de tanta comida sem ter tomado café e almoçado. Tentação. Aniversário do meu primo. Quatro aninhos. A festa inteira tocou um só CD: Bananas de Pijamas. Cara, a minha mãe disse que isso tocou na minha festa de um ano. Tenso. Acho que aquelas crianças queriam ter uma pistola pra atirar no maldito DVD. Se eu tivesse atiraria. O mais engraçado de tudo é que passei a festa inteira: "Oi, quer refrigerante ?". Um carma. Enquanto isso meu primo se divertia com aquela fantasia do batman que estava além da perfeição. Incrivel. Acho que ele foi o menino mais serio que conheci em desesseis anos que soprou a velinha com a cara mais esnobe possível. E enquanto ele fazia aquelas caras sinistras dele de um lado eu fazia as minhas caras de idiota do outro. Imbecil. Pisei no pé de um menino mega perfeito quando estava servindo. Olhou pra mim. Olhei pra ele. Nos olhamos. Provavelmente esperou que eu dissesse algo como: desculpas, não te vi. A unica frase estupida que saiu da minha boca estupida foi: "Oi.. você quer refrigerante ?". Mas que idiota eu fui. Vai sua tapada, sai correndo dai... Minha consciencia falou comigo. Sim sim, falou em alto e bom som. Fiquei vermelha ou talvez palida, não sei. Eu simplesmente cogelei não conseguindo captar a tal mensagem que meu cerebro mandou. Ele apenas riu. Olhei pra ver se não tinha mais alguem atrás de mim, talvez eu estivesse vendo demais. Não havia ninguem. Por um momento pareceu ser só eu e ele. Sorriu mais uma vez e pegou um guardanapo. É, deve ser bem isso o que voces estão imaginando. Derramei coca-cola light em mim ao pisar no pé dele e vislumbrar aquele rosto simétrico. Esticou o guardanapo ate mim. Prazer, meu nome é "X". hihi, Sorrisinho sem graça entre dentes. Me virei. Não dei atenção a ele. Por mais que eu quisesse ficar meu coração não capitava isso. Ele foi atras de mim. Me tocou nas costas e disse: Ei! Qualquer garota ficaria feliz quando visse que o menino mais lindo da face da terra veio atras depois de você ter negado a provavel existencia dele. Olhei mais uma vez pra o seu rosto perfeito. Seus olhos castanho mel quase que me cegavam e então respondi: Sim ? Dai ele: Não era só pra te dizer que sua calça tambem está manchada. Ah, obrigada. Eu disse. Lá se foram os meus sonhos de ter o principe mais perfeito que poderia existir. Várias crianças estavam me olhando, talvez quisessem algo. "Oi, você quer um refrigerante ?" E assim continuou a minha divina noite.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

bipolaridade ignoto


Sabe de uma coisa engraçada ? Eu prometi que nunca mais choraria em vão. Os meus sentimentos apartir de segunda-feira depois do filme da sessão da tarde mudariam. Não deixaria meu coração fulo se apaixonar por um vagabundo que me ama hoje, amanha se vai. Evitaria olhar demais nos olhos das pessoas, talvez pra não descobrir o que pensam de mim. Falei que não queria mais pensar, pensar e pensar. Agir, atitude. Deixaria tudo acontecer na sua santa ordem. Nunca mais leria Clarisse Lispector, é por uma causa nobre, ela me deprime com todo aquele perfeccionismo. Não ouviria aqueles textos de auto-estima do Pedro Bial e companhia limitada. Dançaria funk até inventarem algo mais vulgar, digamos. Aprenderia a tocar um outro instrumento que não seja tão deprimente quanto piano. Observaria mais. Sim, observar. Ver as coisas no seu ângulo mais perfeito e não fazer nenhum comentário sequer. Falaria menos, bem menos. Passaria a ter um dia na semana pra fazer caminhada, cooper ou qualquer coisa do gênero. Iria a biblioteca várias vezes ao mês. Mudaria meu jeito de tomar banho, sentar, vestir, andar e mexer no cabelo. Mas acontece que eu sou inconstante. Hora quero isso, hora aquilo. Eu e a minha vida bipolar. Eu e os surtos congênitos de querer sempre mudança. Eu e aquelas listinhas insignificantes que eu fiz do que é certo e do que é errado, do que é bom e ruin. E num dia comum acordo, me deparo com o meu cachorro comum e vejo meus planos amassados na lixeira como se fossem nada. E talvez, vai ver, por uma desdice minha realmente não significassem nada.

minha madrugada feliz e a droga do enem.


E no programa do Jô o assunto era broxar. Depois disso assisti "amor a três" ou algo do tipo, um filme deploravelmente deplorável, não recomendo. Dormi tarde. Essa minha insônia vai acabar me matando. Acordei com a boca totalmente imobilizada. Gripe. Tenho que usar aquelas malditas pastilhas que dizem ter gosto de menta (e não tem) pra adormecer a garganta. Fiz como todas as manhas normais. Escovei os dentes. Liguei o computador. Tomei nescau escrevendo no blog. A manha de sexta parecia mais uma manha de quarta, ou talvez segunda. Qualquer dia da semana, menos uma sexta-feira. O céu estava sem sol. O clima era agradável. Achei calmo demais. Não havia muito que se fazer. Tirei fotos. Observei meu quarto. Troquei meu livro de lugar três vezes. Deixei-o no mesmo lugar. Nada parecia fazer muito sentido hoje, fato. E então o meu pai liga dizendo que minha conta do enem não quer abrir. Não dei muita importancia mas fui ver qual o problema. "Sua senha não confere com o seu email, tente mais tarde. Obrigado" Eu me revoltei. Tentei reativar a droga da senha e não consegui. Odeio tentar e falhar. Meu pai liga pela segunda vez perguntando se consegui. E evidente não consegui. Ele da um risinho sarcástico que se eu pudesse teria atravessado o telefone e dado um soco bem no meio da carinha linda dele. Voltei pro computador. Fechei blog, msn, orkut, google e afins. Tentei mil vezes. E só me stressava quando aquela mensagem aparecia. Minha mãe não entende e se mete. 1,2,3,4,5,6... AAARG cala a boca ! É, mandei a minha mãe calar a boca. Eu não aguentava mais ela e aquela ladainha dela que eu sou stressada. Cai no choro. Sensível demais. Xiguei o enem de tudo que era nome como se resolvesse algo. Ligaram pra mim e quase que eu desligo de tanta raiva. Me controlei porque era a minha prima, só por isso. Depois joguei o celular no chão. Fui correndo e pulei na cama do meu irmão. Peguei uma almofada e soquei ate cansar. Gritei muito. Estava sozinha em casa. Não aguentava mais ficar olhando pra o computador. Não suportava ficar presa em casa. Tomei banho escutando The Temptations numa altura relativamente alta. Me mandei pra casa da prima. Contei de um até dez repetidas vezes antes de vê-la. Cantarolei uma música estupida do Amado Batista. Enfim nos vimos. Rimos do meu ataque neurótico e conversamos sobre os meninos quentes. Enem não vinha mais em minha cabeça e estava fora de cogitação eu tentar explicar pros meus pais que eu que errei, eu que confundi a droga do email. Então deixei tudo de mão. Horas depois voltei pra triste realidade. Cheguei em casa na hora exata em que a minha mãe ligou. Brigou comigo por que eu sai sem dizer pra onde. Me consolou em seguida. Mãe é mãe, não é ? E quando se trata da minha então.. Tudo está na santa paz. Espero que continue assim. Chorar agora é inútil. É melhor guardar a aguinha salgada para fins menos idiotas.

chocolate quente e um spa..


Você esta dormindo. Acorda. Se depara com a sua mãe quase o expulsando da cama. Não queria ir a escola e então criou um feriado. Pode dormir até mais tarde. Ela continua te jogando pra fora da cama. -Cinco minutinhos... Triiiiiin! O telefone toca. É pra sua mãe. Uma amiga dela a convida de ultima hora pra um churrasco de comemoração. Você é obrigado a ir. O filho da amiga dela passou em medicina. Penultima colocação, mas esta dentro. E sem falar que ele ja tem trinta e quatro anos. Na festa todos o parabenizam. Você ta com a maior cara de tacho. Sua mãe diz que é antisocial e te apresenta pras amigas chatas e gordas dela. Olha essa aqui é a minha filha, fulana de tal. Ela dorme o dia todo, repetiu de ano pela terceira vez e não sabe qual profissão seguir. Nossa! Começa um tipo de competição de filhos. E ninguem nota que você acaba de ser ridicularizada. A festa continua. Você não aguenta mais aquele lugar e pega o carro escondido. POW! Bateu com o carro. Você tava meio "noiado", mas a culpa na realidade nem foi sua. O poste estava fora de cogitação. O guarda de transito te para. É de menor. Desacata a autoridade e vai para a delegacia. Sua mãe chega meia hora depois. Olha para as mãos dela e vê um sinto. Ao menos é o que parece. Implora pra ser presa. Ninguem te ouve. O carro fica apreendido. E vocês voltam a pé pra casa. Não houve surra. Não houve bate-boca. Apenas conversaram. Então ela passa a mão na sua cabeça e prepara um chocolate quente. Dias depois descobre que você não é virgem a muito tempo. Seu namorado é um gangster, viciado e te induziu a entrar nas drogas. Sua mãe diz que você é um caso perdido, só faz o que quer. Decide ir pra um spa pra esquecer dos problemas, VOCÊ. E o mais interessante de tudo é que as pessoas ainda se perguntam porque a porr' do Brasil não vai pra frente. HM

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Aquela noite..


Algum tempo atrás estava eu, bem sentada conversando ao telefone com a minha prima, como de costume e então aconteceu. Levantei a cabeça e ele estava olhando pra mim. Sim, ele estava imovel, olhando fixo em minha direção. Não havia mais ninguem. Era só nós dois. E a beleza dele era sem igual. Jamais vira ser vivo com tamanha beleza. Possui os olhos meio junto, mas cá entre nós, quem não tem defeito ? E ele continuava a me encarar. Como se quisesse me dar medo ou algo do tipo. Eu não sabia o que fazer. Continuar olhando pra ele ou correr. Ele estava realmente me assustando. Então eu gritei como faria qualquer menina ao se deparar com um rato. Esqueci de mencionar isso. É, ele é um rato. O meu rato. Criamos um laço amoroso depois desse dia. Ele me visita quase sempre. Rodolfredo. Ao menos me faz companhia. Nunca conheci a familia dele, e está otimo assim. Meu pai o conhece. Quase o matou semana passada. Coitado do meu amigo. Mas sabe homem como é ne ? Vê um outro animal e quer ser superior a ele. Pai espero que não veja isso, ok ? O nosso relacionamento é bem aberto. Ele já me viu com garotos aqui e não fez nenhuma manifestação. Ele é educado. E assim nós vamos levando as nossas vidas. Ele lá no cantinho dele. E eu no meu, de pernas pra cima (:

Eu e as minhas Férias.



Ok. Férias. Pior que o periodo escolar. Sua companhia é uma TV, três litros de coca-cola e um saco enorme de cheetos. Os dias passam e você na monotonia de comer e dormir, comer, dormir e comer. O maior sol lá fora e a cama insiste em te puxar, já que ficou acordado de noite com insonia. Teus amigos estão todos viajando. Você esta sozinho. Esta sozinho literalmente. Seus pais estão no trabalho. A empregada, de folga. Teu cachorro foi passar o tempo que você tem de férias na casa do teu tio porque os seus pais sabem o quão responsavel você é. Acabaria deixando o cachorro morrer, ou de solidão, ou de fome. O tempo continua a passar. E ai você acorda. Percebe que esta pesado e da um "oi" pro espelho. Se assusta com a facilidade em que ganhou.. uns quilinhos. Decide ir malhar, caminhar e afins. Volta a seu peso normal e agora esta despreocupado. Chega em casa numa tarde e resolve ligar o computador, cheio de poeira. Responde os emails antigos. Abre uma conta no twinter. Conhece uma porrada de gente bacana. Resolve dar festas e convida os "bacanas" que conheceu no dia anterior. Seus pais estão viajando a negocios e chegam na próxima semana. A casa é só sua. As férias parecem ser as melhores que já teve. E então chega a semana seguinte. Seus pais estão de volta e a casa esta uma verdadeira desordem. A empregada tambem voltou, que bom. Faltam ainda dez dias para suas aulas começar. E então os seus pais decidem uma viagem em família pra compensar o tempo em que estiveram fora. Você é educado e tenta se sair dizendo que não tem nenhum problema. Mas os seus pais são bem chatos e insiste que voce viaje com eles. Você agora não tem mais escolha. Depois de tanta birra pra poder ficar, voce foi. O lugar é incrivel. A casa da sua bisavó. É no interior. Ninguem nunca nem ouviu falar nesse lugar. Vocês tiveram de ir de carro. A viagem foi legal. Bancos sujo de vômito. Um cheiro desagradavelmente desagradável de xixi de cachorro. Pois é amigo, ate o seu bendito cachorro teve de ir. Enfim chegam no tal lugar. Você discute com seus pais. Não aguenta mais a sua querida vozinha perguntando de instante em instante que idade você tem e acaba mandando a velhinha ir tomar.. Fica de castigo. Na volta pra casa a um silencio mormido dentro do carro e só escuta o barulho do ar condicionado. Outra vez voce vomita. Outra vez o seu cachorro faz xixi. Finalmente em casa, ufa. E no dia seguinte, aula. Rever os bons amigos. Escutar como foi fantastica as viagens. E quando o sinal toca é aula de redação. Por incrivel que pareça o tema é: "Eu e as minhas Férias". E lá vai você reviver tudo aquilo.

talvez tenha sido você.

Eu estou sofrendo, estou estourando e você nota a dor dentro dos meus olhos e me diz que todos estão mudando mas não sabe o porque. Eu volto na minha caixinha de coisas velhas, releio os paragrafos rabiscados, vejo as fotografias e choro. Achei que houvesse sentido aquelas coisas que nós faziamos. E agora eu fico de braços cruzados esperando o meu momento chegar, esperando essa cena pavorosa passar, alguem para me incluir. Aaah e foram tantas as vezes em que corremos pra ver o rio. Tantas vidas que vivemos em cada dia e enterramos todas elas como se elas nao significassem nada. Você me trocou por uns dias de mentira. Fico aqui me martirizando, parecendo uma idiota por pensar que você poderia estar do meu lado. Estou com uma sensação que estou indefesa na hora errada, no momento errado. Ainda apaixonada e com o coração frio e enquanto ele dói espero a vida virar. Não reconheço o seu rosto. Não sinto o seu toque que eu adoro. Não reconheço seus pensamentos. Eu não sei dizer se a mentira estava no seu olhar ou se os meus olhos estavam tão cegos que não me deixaram enxergar a sua verdade. As vezes seu sorriso parece ser sincero, parece me chamar dizendo que sente a minha falta. Porem o grande problema é que de você eu não sei mais nada. Quando mente, quando diz a verdade, quando me quer e quando apenas finge que me quer. Num instante seus olhos se abrem e você da impressão de saber de todas as coisas que eu sempre quis que soubesse. Nunca pensei que precisasse te dizer essas palavras. Talvez o meu erro foi te amar demais. Talvez o erro tenha sido correr atrás de você quando eu já não tinha forças. Talvez o erro foi te deixar ir embora, ou talvez a pessoa errada o tempo todo tenha sido você.

arrrg cansei.

Cansei de tentar estar sempre certa, cansei tambem de procurar soluções rápidas parar os meus problemas invisíveis. Cansei de correr atrás de um sonho que nem tive ainda. Cansei das tentativas fulas de emagrecer. Cansei da minha perfeição barata. Cansei de ver o tempo passar com a mão no queixo e ainda me surpreender como ele voa rápido. Cansei de correr atrás de algumas pessoas que realmente não vale a pena. Cansei de tentar tornar a minha família como aquela família que aparece na propaganda da Qualy. Cansei do meu amor simplório. Cansei das expectativas. Cansei das buscas incansáveis de mim. Cansei das dores físicas e não aguento mais as sentimentais. Cansei de bancar a difícil, mas tambem naõ quero ser tarjada de fácil. Cansei de esconder o que eu penso. Eu cansei daquelas lágrimas. De ser a falsa alegre. De acordar no meio da noite com pesadelos. Cansei das minhas insônias, perambulando sozinha na noite fria em casa. Cansei do meu jeito impulsivo, natural, irreverente, sentimental, dengoso... que só eu tenho :T

E ainda que ele pulse...

O meu coração mesmo que ainda pulse já não bate com o mesmo significado de antes. O que sinto agora dentro de mim não sei classificar se é dor ou talvez desprezo. Eu vejo tudo desmoronar, me sinto vazia, como se estivesse sem força pra mais nada. Sou uma falsa alegre, que plantou e agora esta colhendo as falsas fantasias. Não sei se em mim ainda existe expectativas. Meus sonhos estão sendo destruidos. As músicas que saem de mim a maioria delas são tristes. Eu falho antes mesmo de tentar. São poucas as coisas, as pessoas na verdade que me fazem acreditar que nem tudo está perdido, que eu ainda posso. São poucos os motivos pelo qual continuo de pé.