terça-feira, 12 de outubro de 2010

calma, é só uma fase.


Sou fã do eu jeito, da minha roupa, do meu sorriso. Tudo o que for meu. O John Lennon está tocando suavemente. É lindo. Eu programei que deveria ser. Meu pensamento está bem longe. Dentro de mim tudo silencia. Só me resta a música. E há tempos essa é a minha companhia. Minha vida está incompleta, estranha e experimental. Estou assustada. Definitivamente não sei quem sou. Os meus dezessete anos se seguiram assim e só agora caiu a ficha. Sem muita observação. Sem muito contraste. É como se estivesse vazia. Tudo o que aprendi secou. Não foi o suficiente. E eu nem sei mais o que é o bastante pra mim. Talvez eu não tenha mais limites. Talvez eu nem me respeite mais. É, deve ser isso. Perdi literalmente o controle do meu certo e do meu errado. Mas eu até sei me comportar como gente grande à mesa. Eu choro. Eu dou risada na cara da morte como se eu tivesse garantia. E ninguém a tem. Dizem-me que é apenas fase. Falam que devo pensar com calma. Mas um instinto, talvez um sexto sentido ou quem sabe um sétimo, já que sou tão cheia de fases, me diz pra agir e seguir. -E pra onde? Pergunto-me. Não há direção. Não há caminho. E a estrada só tem incertezas. Eu não acredito mais nelas. Não estou acreditando mais em mim. Preciso fazer algo. Qualquer coisa. Trocar a velha Stand by me, por rebolation. Inovar. Criar. Racionalizar, após tanto tempo em desuso. Me dopar. Não acordar. Parar de sonhar. Ou quem sabe sonhar mais, sonhar alto. Crer nas outras coisas. Me exorcizar. Mas relaxa, apesar da bipolaridade continuo gostando do meu jeito, da minha roupa e do meu sorriso. E já que é pra viver, não dá pra fazer isso com medo. Aprender tudo. Aprender e prender o novo. E é bom que saibam: conceitos também entram em crise. E em toda grande jornada o que importa não é o caminho, mas a própria jornada. Nesse mar de dúvidas estou tentando fazer da minha vida mais que uma rede de pesca, e você?